A vida é uma sucessão de desequilíbrios equilibrados e de equilíbrios desequilibrados. São mais felizes aqueles que se equilibram nos desequilíbrios. Tropeçam, mas não caem, magoam-se mas não choram, batem-lhes mas não lhes dói. Gostam do que é simples, desvalorizam o negativo, facilitam o complicado, sorriem porque nada é razão para estar triste. Basta estar-se vivo para se ser feliz.
Apagámos do horizonte, portanto, tudo aquilo que estava acima de nós. Já não nos submetemos; já não precisamos de servir; somos os maiores. Resolvemos ser auto-suficientes. Quebrámos todos os laços. E – por confusão – chamámos liberdade a isso…
Mas se não existe nada acima de nós, de quem receberemos a felicidade? Devíamos pensar nisto: por mais tontos que sejamos, somos capazes de compreender que não possuímos a capacidade de darmos a nós mesmos a felicidade…
Mas se não existe nada acima de nós, de quem receberemos a felicidade? Devíamos pensar nisto: por mais tontos que sejamos, somos capazes de compreender que não possuímos a capacidade de darmos a nós mesmos a felicidade…
Aquilo de que se necessita para conseguir a felicidade não é uma vida cómoda, mas um coração enamorado.
Bom dia a todos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário